tudosobrenada

27/01/2008 16:15

O CONTRÁRIO DO AMOR

Parei para pensar em um tema para a coluna dessa semana (ok, meus textos têm sofrido com parca periodicidade, mas tentemos).
Gosto de dar crédito àqueles que me propõem temas e aos que compartilham de idéias e pensamentos. Dessa vez, não será diferente.
Semana passada conversava com alguém muito especial pra mim, minha querida Lara, que me cobrou por nunca ter escrito nada sobre o amor. Esse incompreensível ente que nos enche de pesar e nos faz, por vezes, sofrer de solidão e plena inquietude.
Mas ao invés de tentar fazer um tratado sobre o amor, que já foi discutido e rediscutido em círculos tão equidistantes, versarei sobre o contrário disso: o vazio que fustiga nossos corações quando esses permanecem sem o amor. E sobre o que vem após!
Sem algo para amar, sem sinos por quem dobrar, sem cobertores com quem compartilhar, sem olhares para se trocar, o que nos resta? O que sobra em nosso peito senão o vazio, a desesperança quebradiça de não ter perspectiva?
Por várias vezes fui tomado por essa falta de um futuro certo, arrastado pelas correntes dessa imprópria miséria. Sim, imprópria, pois o não-amor não advém do ser, mas de algum lugar muito longínquo, cheio de falsas promessas, de um abismo interminável, de uma doença incessante.
Não, senhores e senhorihas, o vazio não vem da alma, mas da falta de uma alma que nos arrebate e nos torne unos. Só com essa união de mentes, corpos, sentimentos e órgãos podemos deixar o não-amor de lado, em um canto kafkiano qualquer.
Não sou leviano ao dizer que nunca penei com essa desesperança, mas acredito que algo muito bom reside logo à frente. É a plenitude do amor, que vai, mais uma vez, preencher esse ser com a certeza de que tudo será melhor. Chega de não-amor! Que venham dias melhores!

Fernando Tecchio, algumas vezes Kimota, outras tantas, simplesmente ele mesmo.
enviada por Arq do Desconhecido






Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado :: (O que é isso?)

PERFIL
BLIGS AMIGOS

ARQUIVOS

UTILIDADES